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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

The Deep Sleep

No primeiro ato, ela participou da peça inteira. Foi a protagonista de todas as derrotas, e os poucos sorrisos. Foi um teatro diferente, o começo não foi ruim, mas o final péssimo. Ela não se lembra muito bem como chegou até o palco, como subiu lá. Mas relembra perfeitamente como desceu dali. No final, ninguém aplaudiu. Todos ficaram olhando, sem entender como aconteceu. Aquela apresentação não durou muito tempo, mas foi devastadora. 
Agora ela esta na fila para comprar um ingresso para a sua peça. Ela quer comprar na primeira fila, na primeira cadeira. Dessa vez, ela não participara em nenhum dos atos,  mas assistira da melhor maneira. Ela esta de perto, e ao mesmo tempo de longe, você só olha pros lados, e eu sei que a observa. perdeu o controle duas vezes, mas ela já garantiu que a terceira não existirá. Seus rodeios ela tenta evitar, para não se envolver denovo neste grande teatro.  E quando tudo acabar, ela vai aplaudir de pé, virar as costas e sair. Encostar a porta e dizer "agora já posso dormir" , pois não é vendo seu fracasso que ela se sente bem, é vendo as consequencias te cercarem, te ilharem e fazerem você se arrepender. E como um doce pesadelo, quando ele acabar só alguém sairá sorrindo, e dessa vez não é você. E depois disso ela beberá, mas não para afogar as péssimas memórias, e sim pra comemorar a melhor vitória. E assim, afirmar que ela tinha razão. É como a chuva, ela aparece mas ela logo vai embora, e tudo fica claro e nítido

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