Eu queria escrever sobre algo ou alguém, sobre sentimentos ou apatia, mas não sei. Queria descrever a minha sensação sobre como foi te esquecer por instantes, como tem sido todos esses dias longe da minha razão. Tenho até vontade de falar o quanto foi bom ter me afastado de você, ter tornado de você minha fraqueza e minha indiferença ao mesmo tempo.
Ontem, no final da tarde e ao inicio da noite, decidi deixar você ir. Decidi que não vou atrás, não vou buscar te entender. Já perdi tempo demais procurando meios pra justificar tudo o que aconteceu, percebi agora, que justificativa só encontro para deixar você seguir em frente. Caso você volte, eu estarei te esperando, caso não, eu não irei me decepcionar. Agora, já espero isso de você, não queria imaginar isso, mas parece que criei uma rotina dentro da minha mente, onde tudo acontece do mesmo jeito, com pessoas diferentes, mas parece acabar sempre igual. Eu não queria dizer que você já pode ir embora, e nem lembrar que a frieza apagou o que sentia, mas é necessário esquecer. Pois, sempre fui dominada por receios. Nunca acreditei no acaso, e agora, ele veio até aqui, só pra me mostrar que no meio das promessas, existe sempre um porém, onde quem prometeu vai fugir através dele, sem deixar a menor satisfação.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Wish
Sinceramente? Eu ainda sinto um medo, estranho, mas sinto. É uma insegurança que me rodeia, alguns olhares que me confundem, palavras que me enganam. Tenho medo de ter e perder ao mesmo tempo, de passar por tudo de novo. Na verdade tenho receio de não arriscar e ficar na duvida por tempos. As vezes tudo que faço é olhar pro nada e ficar imaginando atitudes que não são tomadas. Ou até as que foram. Aquela sensação de quem se explica demais, de quem sem querer se entrega. Aquele desejo que pode ser efêmero.
Entorpecida pela vontade, e corrompida pelo seu jeito, é assim que estou. Não sei como, nem quando, e justificativas são nulas agora. As pupilas dilatadas e mesmo assim, ter somente o único pensamento de quem está perdida no tempo. Quanto tempo falta, quanto tempo passou, e quanto tempo essa sensação vai durar. O caminhar sem sentido, o sorriso de canto, o olhar embaraçoso. E se o copo estiver cheio, eu saberei o tempo que essa vontade vai durar.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Hold Me
É estranho o conceito de passado. É estranho você lembrar de algo que aconteceu, já foi, mas nunca deixará de estar na sua história. Se torna parte do seu presente. Parece que um pedaço da sua mente você queria que se apagasse só para deixar de lembrar disso. As vezes, coisas minimas, palavras mal ditas, momentos mal sucedidos. Talvez até o seu único amor. Talvez aquela pessoa que você quer que ela esteja tão perto, mas você não pode fazer nada. Esquecer de um olhar, do sorriso que acompanha ele, esquecer de pessoas que você nunca conheceu mas olhou fixamente. Não lembrar da saudade dos pequenos detalhes que alguém deixou de te mostrar. Deixar para trás aquele sentimento estranho que te consome e você mal sabe o que é. Mas parece que o ciclo tem que continuar, porque se ele parar você não terá do que se doer, de quem se lembrar. A saudade mais que tudo, se tornou parte de você, parte do seu olhar, do seu andar, do seu sorriso amarelado... do seu jeito. E as coisas a serem esquecidas estão escondidas, e os que te conheceram depois da dor, jamais saberão da onde veio, porque veio... e talvez.... jamais entenderam esse seu olhar e seus caprichos.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
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É como se eu tentasse esconder
O que nunca pode se encontrar
como se eu procurasse em cada dor um motivo
para em cada motivo eu parar.
Metade de mim esta morta
A outra metade vaga
Passa pelo meu sorriso falso,
meus olhos devastados
e minha feição repugnante.
O que nunca pode se encontrar
como se eu procurasse em cada dor um motivo
para em cada motivo eu parar.
Metade de mim esta morta
A outra metade vaga
Passa pelo meu sorriso falso,
meus olhos devastados
e minha feição repugnante.
voce conhece minha efemeridade,
voce sabe que eu me escondo por aqui
seja dificil eu entender a verdade
mas a cada copo uma saida daqui.
Eu cansei da maioria das coisas
Me sinto presa a motivo nenhum
Nao vejo razao
Eu nao errei nao tenho que pedir perdao.
E assim eu quero olhar,
observar, pois desejo te ver
por desejar me vingar.
Enquanto eu puder fugir daqui
Preferirei viver assim
procurando cada copo cheio
de desejos e vontades
tomar por anseio,
de usar as minhas verdades.
voce sabe que eu me escondo por aqui
seja dificil eu entender a verdade
mas a cada copo uma saida daqui.
Eu cansei da maioria das coisas
Me sinto presa a motivo nenhum
Nao vejo razao
Eu nao errei nao tenho que pedir perdao.
E assim eu quero olhar,
observar, pois desejo te ver
por desejar me vingar.
Enquanto eu puder fugir daqui
Preferirei viver assim
procurando cada copo cheio
de desejos e vontades
tomar por anseio,
de usar as minhas verdades.
domingo, 24 de julho de 2011
not drunk enough
Assim até minha visão embaçar
Eu ficar zonza até enxergar
Duas imagens sua na minha frente
Tentar te agarrar e conseguir
por estar inconsciente.
E ao exalar cheiro de bebida estragada
Da mais forte e pura ressaca
acordar só depois de esquecer
A queimação da ilusão ao beber só para encontrar você.
Eu quero me sedar
Para me poupar de você
Me poupar para não te ver
Fugir de cada copo vazio
Já que se não tem com o que fingir
Eu desisto de tentar por você
Eu ficar zonza até enxergar
Duas imagens sua na minha frente
Tentar te agarrar e conseguir
por estar inconsciente.
E ao exalar cheiro de bebida estragada
Da mais forte e pura ressaca
acordar só depois de esquecer
A queimação da ilusão ao beber só para encontrar você.
Eu quero me sedar
Para me poupar de você
Me poupar para não te ver
Fugir de cada copo vazio
Já que se não tem com o que fingir
Eu desisto de tentar por você
Te perdi sem fazer nada
Te encontrei na primeira tragada
Me desiludi sem saber onde estava
Bebi para entender o porquê
Me afundei mais sem querer.
Te encontrei na primeira tragada
Me desiludi sem saber onde estava
Bebi para entender o porquê
Me afundei mais sem querer.
A culpa é sua,
Agora não vejo nada nem ninguém
Não consigo gostar de alguém
Me tornei o mais puro lixo
No momento sou desnecessária.
Quero matar minha sede
Quero me iludir um pouco mais
Sustente meu vicio, se aproxime
Do meu ódio você não se desfaz
Mexeu com alguém entorpecida
Agora quero ver aguentar a voz rouca
O bafo de pinga
De alguém que quer se vingar.
Agora não vejo nada nem ninguém
Não consigo gostar de alguém
Me tornei o mais puro lixo
No momento sou desnecessária.
Quero matar minha sede
Quero me iludir um pouco mais
Sustente meu vicio, se aproxime
Do meu ódio você não se desfaz
Mexeu com alguém entorpecida
Agora quero ver aguentar a voz rouca
O bafo de pinga
De alguém que quer se vingar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Take me Under
Talvez eu esteja caminhando no sentido certo. Ou no que eu ache que seja certo. Nesse caminho, eu encontrei algumas pessoas, quais eu olho buscando verdades. Observo cada atitude, e busco em olhares oportunidades, busquei sinceridades. Na maioria das vezes encontrei mentiras. Mas continuei no mesmo caminho. Caminho, que mostrou que o tempo é o meu caminhar, que a dor é tão psicológica quanto a felicidade. As pausas são pequenas lagrimas derramadas imperceptíveis quando se tornam mal hábito. E fui encontrando aos poucos, motivos largados para minha vida não ter pausas. O meu próprio jeito de me guardar foi meu inimigo. Tentar não se machucar se poupando das pessoas e ficar calada, talvez não tenham sido uma boa saída. Confesso que as vezes fugi com medo de encarar algumas palavras, e abdiquei da maioria dos meus desejos por serem efêmeros o suficiente de serem largados. Eu ainda estou no mesmo caminho, apesar de não buscar ou ter os mesmo ideais, eu o sigo. E admito, não esta fácil, mas se for para criar desespero ou anseio eu teria parado há muito tempo. Se é difícil chegar ao meio do caminho, mais dificil é desistir de algo que você buscou, e agora, é obrigado a esquecer. Metade das palavras e conselhos que você deu à quem você amou foram jogados fora a outra metade, quem anda guardando é você. Por esse extenso caminho, você vem carregando pesos... que deviam estar fora da sua mente, que já não servem nem como mágoa...
terça-feira, 26 de abril de 2011
Stay
Eu ja ouvi falar muitas histórias sobre como o tempo ajudou. Desconheço todas. Para começar que se você não estiver disposto nada vai mudar, você vai continuar deprimido e chorando aos cantos. O tempo ajuda a te trazer mais motivos para sorrir, mais motivos para chorar, mais motivos para evoluir, e quem sabe, talvez esquecer. Mas eu sei, que eu não esqueci nenhuma boa lembrança, nenhum bom amigo, nenhum bom momento, nenhuma boa risada, nem o abraço mais apertado do mundo, nem o olhar mais marcante, nem a pior mentira, nem a maior promessa. Na verdade, eu só esqueci o que não foi interessante para mim, e quando tudo parece estar distante, eu sei que é porque eu não sinto saudades. Eu já parei para me perguntar quantas vezes eu perdi uma chance por medo de que algo desse errado, mas também já pensei em quantas vezes eu arrisquei e deu errado. Isso não é medo, isso é a experiência falando mais alto. O Mundo esta aí, para que os fortes continuem vivendo e os fracos continuem em queda. Aprendi pela dor que as pessoas mudam por questão de instantes quando elas se sentem recuadas, mas que logo depois elas voltam a ser quem sempre foram. Não é questão de intensidade, o problema é saber aproveitar cada instante ao lado de quem vale a pena. E se te disserem que o tempo vai te fazer esquecer, acredite, é você quem faz o tempo.
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