"> Mudar nome.

domingo, 19 de dezembro de 2010

The last of the year.

Meu ultimo post de 2010 será este, ... DESATIVAREI o blog por algum tempo. O vicio pela escrita é forte porém dominável, com o tempo voltarei a escrever. Porém o tempo não dá tudo que queremos, nem nos tira o que tememos. Em justificativa para a pausa das postagens, só posso ver a mim mesma. Desculpe meus seguidores e aos leitores, porem peço-lhes  entendimento. Talvez esteja na hora de extrair alguma coisa que não foi digerida do meu passado, mas esse não seja o melhor método. Alias, Talvez eu deva esquecer tudo o que eu escrevi e reescrever uma nova história.
Desculpem-me. 
Beijos. Obrigada. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

The older dream

Ela desaprendeu a trabalhar com as palavras. Ela é incapaz de entender os argumentos, e cega para caracterizar seus defeitos. Ela procura os erros dela, e não os seus. Encontra hipoteses e mais hipoteses, mas não encontra a definição. Todos dizem para ela não seguir o coração, pois ele esta drogado. A sua razão esta exaltada. É como se fosse uma ressaca de quase 5 meses. A noite foi intensa e repleta das bebidas que mais pareciam a solução, ela não tentou resolver os problemas e sim por um instante esquece-los. Porém os dias percorreram e a ressaca esta se prolongando. Ela não esta mais sensivel, ela não chora mais por você. Ela não fugiu quando se assustou, mas você fugiu assim que olhou no olhar dela. Tudo esta paralizado no tempo, ... o tempo ainda é percorrido mas ela se sente parada. Não, ela não esta perdendo tempo. Ela esta continuando e experimentando de cada sensação um pouco, ... conhecendo um mundo novo, pessoas novas, erros e experiencias novas. As decisões que ela deixou para depois surgiram agora, ela não pode fugir, não pode omitir, esta na hora de encarar. E agora? É engolir seco e decidir. Sem medo, e as possibilidades são infinitas não tenha pressa pois o tempo é longo, apenas seja decissiva e intuitiva. Garota abra seus olhos, nem tudo que se vê é possivel acreditar. É preciso presenciar para saber a verdade, é preciso chorar pra aprender a amar, é preciso viver e assim aprender a sonhar. Entorpecida pela droga que corre na sua veia, esta na hora de extrair todo o mal que te consome, o vicio te faz se perder. 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

The Deep Sleep

No primeiro ato, ela participou da peça inteira. Foi a protagonista de todas as derrotas, e os poucos sorrisos. Foi um teatro diferente, o começo não foi ruim, mas o final péssimo. Ela não se lembra muito bem como chegou até o palco, como subiu lá. Mas relembra perfeitamente como desceu dali. No final, ninguém aplaudiu. Todos ficaram olhando, sem entender como aconteceu. Aquela apresentação não durou muito tempo, mas foi devastadora. 
Agora ela esta na fila para comprar um ingresso para a sua peça. Ela quer comprar na primeira fila, na primeira cadeira. Dessa vez, ela não participara em nenhum dos atos,  mas assistira da melhor maneira. Ela esta de perto, e ao mesmo tempo de longe, você só olha pros lados, e eu sei que a observa. perdeu o controle duas vezes, mas ela já garantiu que a terceira não existirá. Seus rodeios ela tenta evitar, para não se envolver denovo neste grande teatro.  E quando tudo acabar, ela vai aplaudir de pé, virar as costas e sair. Encostar a porta e dizer "agora já posso dormir" , pois não é vendo seu fracasso que ela se sente bem, é vendo as consequencias te cercarem, te ilharem e fazerem você se arrepender. E como um doce pesadelo, quando ele acabar só alguém sairá sorrindo, e dessa vez não é você. E depois disso ela beberá, mas não para afogar as péssimas memórias, e sim pra comemorar a melhor vitória. E assim, afirmar que ela tinha razão. É como a chuva, ela aparece mas ela logo vai embora, e tudo fica claro e nítido

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Turn it off

Ela está sóbria. Calma, o bem esta perto. Sua voz esta falha, o medo é tão perceptível, ela precisa esconder. Seu olhar é baixo, se desvia dos olhos de quem a observa. Perdida em tantas palavras, em meios quais ela não sabe como sair dali, ela se sente encurralada. Ir ou ficar, partir ou voltar ... ela não entende mais nada. Quando ele chega, ela prefere partir. Se ela não tem essa oportunidade se cala, se sente perdida e tola. Ela não olha no olhar dele, não mais ... quando ela olhou só encontrou perdição, e terror. Ela queria dizer muitas coisas, mas ela preferiu ficar em silencio. Ela não omitiu, mas soube onde era seu lugar. Andou por tanto tempo cabisbaixa, e hoje sabe o tanto que perdeu. Ela não queria um beijo seu no rosto, ela queria no seu olhar daquele jeito que só você sabe. Ela queria seu sorriso, mas pra ela você só mostra o falso. Hoje, ela não queria sua presença, sua incoveniencia, sua impetulância, seu envoltar, seu rodeio. Ela não queria você, ela queria o alguém que ela conheceu à 7 meses atrás. Traga um copo da pior bebida, da mais amarga, da mais concentrada, da mais forte, da mais nauseante, da que queima, da que mais arder. Ela quer afogar as péssimas memórias, mas ainda não encontrou o veneno mais peculiar à este trabalho. Ela dentre todos os acontecimentos, se encontra em um ultimo ato. O ato de dizer que o que se foi, não volta. O que foi bom, hoje é péssimo. O que já foi novo, se tornou velho. E o amor, como uma dose de Rum, foi doce no inicio e amargo no final.