Eu preciso de um tempo só para mim. Um tempo onde todas as luzes se apaguem, e eu possa-me sentir segura. Em um lugar não muito distante, não muito frio. Um lugar onde eu possa escutar o vento batendo nos galhos das arvores, onde o silêncio da minha alma seja o barulho mais alto. Eu não quero muito, eu aprecio a pureza do sorriso, a paz que você pode me dar, e é simplesmente o que eu preciso. Eu não quero ser egoísta, nem uma pessoa fechada, o que eu preciso é de um tempo para mim, um tempo para o mundo em minha volta. A essência talvez não exista agora, ela só pode ser sentida quando você olha no fundo dos meus olhos, e parece até que você pode ler minha mente. Meu orgulho me vedou de diversos momentos, o meu medo me proibiu de diversas formas, mas meu coração ainda bate minha respiração ainda é profunda, minha alma por enquanto é límpida.
Meu pensamento é o mesmo sempre, mas não será o mesmo para sempre, eu sei disso. E por mais que eu saiba da verdade, pelo tempo que for eu sei que vou seguir o meu desejo. Por mais que seja efêmero, louco, incessante,... Eu vou continuar. E nunca vai ser tarde, nunca será fácil, nem impossível, é só tentar, é buscar, é ao menos crer que posso ter, porque mais tudo, o que me resta sou eu mesma. Eu quero só que as luzes se apaguem, e que mesmo assim, eu possa enxergar os seus olhos, e sentir o seu coração, assim eu fecho meus olhos, e saberei que encontrei minha razão. Só que as luzes se apaguem,... E mesmo assim, eu possa dizer e sentir que te amo. Só isso e mais nada... Talvez eu deva esquecer tudo, exceto o que tenho certeza, mesmo sem ter que ouvir ou falar.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Talán kéne elfelejteni (twenty-third)
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