quarta-feira, 14 de julho de 2010
Beharbada, ahaztu egin behar dut (eighteenth)
Quando as lembrancas surguem, a saudade vem atona. É quando eu olho as fotos, é quando leio as cartas, é quando o tempo me faz voltar, me faz amar, me faz valorizar um passado qual nunca achei que se tornaria passado. Meus olhos enchem de lagrimas, mas eu sei que não deveria ser assim. Foram bons momentos, talvez os melhores. E eu amo cada erro, cada dom, cada sentimento, cada segundo, cada loucura, cada essencia... Sim, e cada dia que passa é o que dói mais talvez, porque percebo que não volta mais, já era. Mas se esta no passado, é porque meu presente é diferente, é outro. E eu devo valoriza-lo porque daqui a pouco ele é passado também. Dessa vez o farei diferente, tentarei fazer melhor, viver intensamente. Tentarei fazer estes momentos valer em dobro, eu sei, vou sentir mais saudades assim, mas eu quero. Se eu chorar depois quando eu lembrar é porque valeu a pena eu sei, mas eu também vou rir quando lembrar dos risos mais altos, das loucuras insanas, quando eu lembrar do que procurei e não achei, lembrar do improviso da substituicão, quando eu lembrar de cada segundo, de cada momento, cada suspiro. Talvez eu não possa lembrar de tudo, mas a maior parte vai caber no meu coracão, vai caber na minha alma, vai estar nos pensamentos. Meu mundo, minha rotina, meu viver, meu amar, meu sorrir, meu chorar, meu sentir, meu provar, meu medo, minha inseguranca, minha saudade, minhas lembrancas. E cada pessoa que passou apreciou também, mas cada pessoa que ficou viveu intensamente como eu vivi, hoje talvez compartilhamos o mesmo sentimento. Meu lugar seguro talvez seja o passado, mas meu presente não deve ficar de lado. Talvez eu deva esquecer tudo o que eu passei, e me expor à um novo mundo. (Centro Educacional SESI-80/ 2003 - 2009)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário